RECICLAGEM



O poli(tereftalato de etileno) (PET) é um dos plásticos mais usados na atualidade. Esse material é utilizado na fabricação de embalagens de refrigerante, óleo comestível, água mineral, vinagre, maionese e muitas outras, que quando descartadas ocupam um grande volume nos aterros. Este poliéster passou a ser o foco de atenção dos jornais, revistas e noticiários, principalmente devido ao não conhecimento de sua reciclabilidade e de sua potencialidade de uso como plástico de engenharia. O PET apresenta excelentes propriedades mecânicas, óticas e químicas e está sendo jogado em rios, ruas, lagos, encostas e lugares que podem causar danos a vida humana. Do total de PET consumido no Brasil, cerca de 21%, como mostrado na Tabela abaixo, é efetivamente reciclado. O processo de reciclagem do PET apresenta muitas dificuldades, devido principalmente à queda brusca do seu peso molecular, o que diminui demasiadamente sua viscosidade, dificultando a obtenção de artefato.

Tabela. Dados de consumo e quantidade de PET reciclada no Brasil.

ANO

CONSUMO

(t/a)

RECICLAGEM

(t/a)

RECICLAGEM

(%)

1997
211.000
30.000
14,21
1998
260.000
40.000
15,38
1999
286.000
50.000
17,48
2000
315.000
67.000
21,26

Fonte: Abepet

Objetivando contribuir para resolução de problemas de poluição ambiental o Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano da Universidade Federal do Rio de Janeiro vem pesquisando a reciclagem deste plástico desde 1994. As pesquisas têm como prioridade resolver alguns problemas da reciclagem de PET, como a estabilização do reciclado durante o reprocessamento e a preparação de misturas com outros polímeros e aditivos, visando a obtenção de materiais com propriedades de engenharia. O uso desses materiais em produtos de maior valor agregado com certeza irá atrair investimentos, e dessa forma será retirado do meio ambiente. Mercados potenciais para os materiais desenvolvidos podem ser os seguintes: embalagens para produtos não-comestivéis (frascos e potes); automobilístico (para-choques, painéis); naval (parte de barcos); carcaças de eletrodomésticos; cabos e estojos de ferramentas; móveis (sofás e cadeiras) e outros.
Esse mercado estudado é diferente do que está sendo obtido nas indústrias de reciclagem do Brasil. O principal mercado para o PET reciclado é o de mono e multifilamentos. As maiores aplicações são:
· fibras para enchimento de colchões e travesseiros;
· fios de filamentos para fabricação de cordas e cerdas de vassouras e escovas.
. A Recipet, a Repet, a Ecofabril e a Arteplás são responsáveis por 80% da reciclagem nacional de PET. Hoje o Brasil tem uma capacidade instalada para recuperar 67.000 toneladas anuais (Fonte: Abepet)
Outro dado importante para o incentivo da reciclagem no Brasil é que os plásticos respondem por 20% em peso no lixo total, segundo dados da Comlurb (Figura 1). O PET é um dos tipos de plásticos mais presentes no lixo (Figura 2), dessa forma, apresenta grande potencial econômico para ser reciclado.

O que é

Figura 1. Composição do lixo da cidade do Rio de Janeiro
Fonte: Comlurb, 2000

O que é

Figura 2. Composição do lixo plástico por tipo
Fonte: Plástico Moderno 266, 8-18 (1996)


Os conhecimentos sobre as características do material plástico, a forma de reprocessamento e as técnicas envolvidas na reciclagem podem ser passadas pela Universidade e por empresários do ramo através de cursos.
Um Curso de 24 horas sobre “Reciclagem de PET” será oferecido pelo Núcleo Interdisciplinar de Estudos Ambientais e Desenvolvimento (NIEAD) do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN) da UFRJ para a sociedade; pessoas que queiram investir no ramo; pessoas jurídicas ligadas ao governo ou ainda entidades não-governamentais interessadas em conhecer mais sobre o assunto.
Mais informações pelos telefones (21) 2270-8547 / 2598-9495 ou

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