Chávez reforça presença militar na fronteira com a Colômbia

AFP
A Venezuela anunciou na segunda-feira um reforço militar na sua fronteira com a Colômbia, onde o futuro ministro das Finanças prometeu restaurar o comércio entre as duas nações, que romperam relações diplomáticas na semana passada.
Também na segunda-feira, os Estados Unidos disseram não ter intenção de travar um confronto armado com a Venezuela, que rompeu relações com Bogotá na semana passada por causa das acusações colombianas de que o presidente Hugo Chávez é tolerante com a presença de guerrilheiros em seu território.
Chávez disse que as acusações são um "boato" e servem de pretexto para a Colômbia invadir a Venezuela, com apoio dos EUA, e começar uma "guerra de cem anos".
Franklin Márquez, um comandante regional da Guarda Nacional venezuelana, disse que cerca de mil soldados foram enviados à região da fronteira. "Mas não há operações excepcionais, estamos em alerta", afirmou o general.
A região da fronteira, que se estende por mais de 2.200 quilômetros, tem se mantido calma, e analistas acham improvável um confronto militar entre os dois países, que há anos têm atritos por causa da segurança fronteiriça e da suposta infiltração de militantes esquerdistas na Venezuela.
Os Estados Unidos pediram a Chávez, principal antagonista de Washington na região, que responda às acusações de Bogotá de que 1.500 rebeldes colombianos estariam acampados na Venezuela.
"Não temos intenção de nos envolver em uma ação militar contra a Venezuela", disse Philip Crowley, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, na segunda-feira a jornalistas. "Ao invés de fazer pose, seria muito mais construtivo para a Venezuela se envolver diretamente, responder essas perguntas."
Chávez no domingo ameaçou romper o suprimento de petróleo para os EUA caso a Colômbia ataque o seu país. Mas analistas dizem que isso seria devastador para a economia venezuelana, que já está em retração e enfrenta uma inflação anual de 30 por cento.
O comércio bilateral com a Colômbia, que já chegou a 7 bilhões de dólares por ano, despencou desde que Chávez restringiu no ano passado os contatos diplomáticos e econômicos com o país vizinho, em retaliação por um acordo militar entre Bogotá e Washington.
Por: Pb. Gidel de Morais

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