Fora da seleção, Muricy se diz triste, mas valoriza Flu

Wallace Teixeira/Photocamera
O técnico Muricy Ramalho foi chamado pela Confederação Brasileira de Futebol para comandar a seleção brasileira na última sexta-feira e negou o convite, por querer cumprir seu contrato com o Fluminense, que não o liberou. O treinador revelou certa chateação com a falta de acerto, mas também se mostrou confiante no seu projeto desenvolvido no Tricolor carioca.
"Infelizmente é triste. Um convite desses é difícil recusar. Eu não disse não, mas dependia do Fluminense, que não liberou. Eu sou do tempo que, quando assina um contrato, tem que cumprir. Eu poderia fazer uma pressão, mas não é minha linha. Deixei para o Fluminense decidir e ele não me liberou", sintetizou o treinador, cujo contrato com o time das Laranjeiras está apalavrado até o final de 2012.
Muricy negou que tenha recusado a proposta da CBF por temer a pressão que haverá sobre o técnico pelo fato do Mundial de 2014 ser realizado no Brasil. "Em Copa do Mundo, o treinador é pressionado o tempo todo. Não só o treinador, o time também. E estamos acostumados. Não é no Brasil", desconversou.
Completamente focado no seu clube, o técnico se mostrou tranquilo no comando da equipe, mesmo tendo perdido a liderança do Campeonato Brasileiro neste domingo. "Você pergunta, e se o Fluminense te mandar embora? É problema do Fluminense. Existe torcida, um patrocinador forte e passou tudo isso. Não é normal, só que pelo que eu penso na vida, é natural. O meu caminho é o respeito", ressaltou Muricy.
Sem o técnico do Fluminense, a CBF acertou com Mano Menezes, que se despediu do Corinthians neste domingo. Muricy conheceu seu ?substituto' quando comandou o Internacional e futuro técnico da seleção estava no Grêmio.
"A gente teve uma passagem no sul, moramos no mesmo flat. Mas lá a rivalidade é tão grande que nem os técnicos podem conversar. Só que a gente conversava no restaurante e ninguém sabia. Nos conhecemos de algum tempo e o que eu posso dizer é isto, desejar boa sorte, ele é um cara que conhece muito de futebol e o Brasil está bem entregue", comentou.
Por: Pb. Gidel de Morais

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