Igreja Evangélica Luterana que votou na liberação de lésbicas,bissexuais,transgêneros recebe bem pastores gays

A Igreja Evangélica Luterana da América (ELCA) recebeu diversos pastores homossexuais em cerimônia no domingo (25). A confraternização em São Francisco foi a primeira de uma série que vai acontecer em diversos pontos dos EUA.
Em agosto a Igreja votou pela liberação de pastores gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. Os pastores devem manter relacionamentos estáveis e não precisam ser celibatários. No domingo, sete desses novos pastores foram recebidos em uma cerimônia especial na Catedral de S. Mark, em São Fancisco, Califórnia.
Os reverendos John Fryckman e James DeLange, ambos heterossexuais, foram pioneiros na luta pela modificação das regras da igreja. Dois dos novos pastores assumidamente gays já serviam na igreja de São Francisco sob os cuidados deles. Eles consideraram a cerimônia de domingo uma vitória.
No Brasil a ELCA não tem nenhum representante. A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) mantém um tipo de parceria e intercâmbio com a ECLA, mas não se pronunciou oficialmente sobre o ministério de homossexuais. O Pastor Victor Linn falou conosco por telefone e explicou que cada “vertente” da Igreja Evangélica Luterana tem uma prática individual, e que a IECLB tem diversos documentos que discutem a questão, mas que nenhum deles é conclusivo.
No começo de julho, líderes da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos também votaram a favor de mudanças em sua política. Ainda não é uma decisão confirmada, pois tem que passar pelo crivo de delegados regionais, mas as chances são grandes. Caso seja aprovada, a Presbyterian Church seria a maior vertente cristã nos EUA a admitirem clérigos homossexuais.
Por:Daniel Filho de Jesus


 Heterossexual poderá ser protegido por lei diz Deputado

O PL-7382/2010 proposto pelo deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), penaliza a discriminação a heterossexual em até três anos de prisão.

O projeto contrapõe-se a PLC-122/06, conhecida como ditadura gay, que prevê punição equivalente em casos de homofobia.
Segundo o deputado, “o Poder Executivo, dentro de sua esfera de competência, penalizará os estabelecimentos comerciais e industriais e demais entidades que, por atos de seus proprietários ou prepostos, discriminem pessoas em função de sua heterossexualidade”, diz no texto do projeto.
Cunha também diz que será punido aquele que “impedir ou restringir a expressão de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público”.
Nos argumentos que justificam a importância da proposição do Projeto de Lei, ele afirma que “a Constituição Federal de 1988 impõe ao Estado e à sociedade a obrigação de zelar pela igualdade e de opor-se a qualquer forma de discriminação contra pessoas ou grupos de pessoas em função de características ou preferências lícitas não compartilhadas pelo conjunto da população”. No entanto, ele afirma que este pensamento é uma imposição do Estado apenas em relação às minorias. “Em geral, essa imposição constitucional tem sido pensada, principalmente, como um mecanismo de defesa de minorias”. Por conta disso, ele afirma que o Estado deve também fazer políticas públicas para as “maiorias”.
“Não se pode esquecer, no entanto, que maiorias também podem ser vítimas de discriminação – e que as políticas públicas antidiscriminatórias não podem simplesmente esquecê-las”, diz o texto do projeto.

O deputado Cunha(foto) critica a criação de leis que beneficiam grupos homossexuais em alguns municípios brasileiros. “Em vários municípios e estados brasileiros, foram promulgadas leis que, de uma maneira ou de outra, buscam legitimar a variedade de orientação sexual em nossa sociedade e criminalizar condutas que contra ela se levantem”.
De acordo com Cunha, os heterossexuais também podem sofrer uma suposta “heterofobia”: “Grupos considerados minoritários tem escondido o fato de que a condição heterossexual também pode ser objeto de discriminação, a ponto de que se venha tornando comum a noção de heterofobia”, escreveu.
Cunha afirma que os LGBT, caso tenham o PLC-122/06 aprovado, será considerado superior aos heterossexuais. “Se não se tem em conta as possíveis formas de discriminação contra heterossexuais ao se propor políticas públicas antidiscriminatórias referentes à orientação sexual pode-se transmitir a impressão de que a afetividade da pessoa homossexual, bissexual ou transgênero encontra-se em um patamar de relacionamento humano mais elevado que a afetividade heterossexual”.
Por:Daniel Filho de Jesus


Candidatura ao senado de Vilma de Faria é aprovada pelo TRE/RN

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN) aprovou, por unanimidade (seis votos à zero), o pedido de registro de Vilma de Faria (PSB) para o Senado Federal. "Essa decisão demonstra a lisura e a legitimidade do processo democrático", definiu o assessor jurídico da Coligação Vitória do Povo, Erick Pereira.

Pela decisão, os juízes foram contrários à posição do Ministério Público Federal (MPF) que, por meio da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), havia pedido a impugnação da candidatura de Vilma de Faria (foto). O argumento do Ministério Público Eleitoral foi negado e a líder estadual do PSB é, oficialmente, candidata a uma vaga no Senado Federal.
Os suplentes Terceiro Melo (PSB) e Luis Cláudio (PSB), também tiveram os registros aprovados pelo TRE. Agora, todos estão legalmente aptos para continuar na disputa eleitoral.


Por:Daniel Filho de Jesus

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