Casa do Sabe Muito: “um potencial turístico de Caraúbas não explorado”

Olho d’água do sabe muito uma riqueza da natureza
Caraúbas/RN, - Segundo alguns historiadores, a povoação teve sua origem em torno do olho d’água do sabe muito na fazenda estruturada pelos índios, distante 13 km da zona urbana de Caraúbas/RN.
Olho d'água do Sabe Muito foi encontrado por uma tribo indígena
Segundo contam, tinha uma tribo indígena que morava naquela região e um índio se perdeu da tribo e os outros índios se juntaram e saíram procurando o índio que estava perdido, e dois dias depois o encontrou por aquela região catingueira, perguntaram se ele estava bem, e ele disse que sim. Pela viagem ter sido muito longa, tiveram sede e perguntaram ao índio se ele sabia onde encontrar água naquela região. O índio disse para a tribo “Índio Sabe Muito” e daí surgiu o nome daquela localidade em torno do olho d’água.
Pedra do chapéu um espetáculo da própria natureza
Na comunidade do Sabe Muito a base da economia é relacionada à agricultura de feijão, milho, batata e algodão, apenas nos períodos de inverno. A produção animal é de bovinos, caprinos, ovinos, suínos e aves. Também são fatores de menor escala, o comércio, extrativismo e o serviço público. O seu relevo é composto de planícies e planaltos. Com baixos e morros.
Cachoeira do riacho Sabe Muito que no período do inverno formam uma bela cascatas 
Destacando-se a pedra do chapéu que é um espetáculo da própria natureza oferecendo aos olhos humanos uma vista panorâmica de toda a caatinga, como também a beleza da cachoeira do riacho Sabe Muito que suas cascatas no período do inverno formam um belo véu de noiva, as históricas cercas de pedras e ao fundo o casarão do Sabe Muito, que é o maior casarão de nossa região.
Casarão do Sabe muito têm 16 cômodos
Contam também que a construção do casarão do sabe muito foi uma disputa entre dois irmãos que tinham muitos escravos e decidiram disputar quem faria a maior casa. Um construiu a sua casa no sítio de São Vicente e o outro nas terras do sabe muito próximo ao olho d’água que teria levado o nome de “sabe muito” pelos índios. O casarão do Sabe muito contém 16 cômodos, e entre portas e janelas são 37, venceu a disputa o casarão do SABE MUITO em todos os sentidos.
O Casarão do Sabe Muito entre portas e janelas são 37
Quem já teve a oportunidade de conhecer o olho d’água, a pedra do chapéu, as cerca de pedras e as cachoeiras, existentes no sabe muito, sabe perfeitamente do potencial turístico, ainda não explorado economicamente pelo município. 
Na Casa do Sabe Muito, destaque para o engenho de farinha, um método indígena de fazer a farinha que era bastante rudimentar e pouco rendoso com a tecnologia que conheciam
A fundação José augusto na década de 70 teria vindo fazer uma vistoria naquela região e os moradores disseram que a fundação teria tombado como patrimônio histórico, no entanto nunca ouve nenhum investimento até o momento para recuperar o casarão que está em ruínas, o mato está tomando de conta do local, não se tem um investimento para exploração do turismo, onde poderia ser usado como museu histórico do município, assim como Apodi, explora os lajedos de soledade e que tanto tem desenvolvido aquela região.

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Gidel de Morais

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