
Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) concluiu que o índice de mortalidade entre dependentes de álcool no Brasil está próximo ao dos usuários de crack.
O acompanhamento que fizeram durante cinco anos em uma unidade de tratamento na Zona Sul de São Paulo constatou que 17% dos pacientes atendidos devido à dependência de álcool morreram. "É um número altíssimo. Na Inglaterra, o índice não ultrapassa 0,5% ao ano", diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador do estudo.
O trabalho que será publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria compara os dados levantados com usuários de crack utilizando a mesma linha de pesquisa, que registrou 30% de mortos em decorrência da droga no período de 12 anos. "Naquela mostra, a maior parte dos pacientes morreu nos primeiros cinco anos. Podemos dizer que os índices estão bastante próximos", declarou.
Das 232 pessoas que foram atendidas no centro de saúde, 41 haviam morrido após cinco anos, sendo 34% por causas violentas - acidentes de carro ou homicídios - e outros 66% por doenças relacionadas ao alcoolismo. "Os resultados estampam a falta de uma rede de assistência para esses pacientes. Todas as fases do atendimento são deficientes: desde o serviço de urgência, para o dependente em crise, até a rede de assistência psicossocial", completou.
Redação: Pop
Gidel de Morais
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