Caraúbas/RN, - R$49.892.330,16. Este é o valor que o município de Caraúbas vai precisar investir para melhorar o abastecimento de água e implantar a rede de saneamento básico, num período de curto (4), médio (10) e longo prazo. O diagnóstico, apresentado semana passada a equipe de governo do prefeito Ademar Ferreira, foi feito pela empresa B&B Engenharia Ltda, contratada pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN).
O estudo realizado por engenheiros civil, sanitário, hidráulico, ambiental com especialidade em saneamento, contando ainda com suporte de advogado e estatístico, comprovou que a cidade de Caraúbas tem água para abastecer as residências dos quase 15 mil moradores da zona urbana e o que falta é rede de distribuição. A que existe tem mais de 30 anos que foi implantada e já não atende a demanda de consumo da cidade.
Para melhorar o abastecimento, o engenheiro civil e especialista em gestão de projetos Luís Guilherme de Carvalho Bechuate, especificou que será necessário substituir a atual rede de distribuição de água na cidade (que é de cimento amianto) por outra com diâmetro maior (de fibra), além, é claro, de construir pelo menos mais duas grandes cisternas. Prevê ainda estação elevatória. A previsão inicial de investimento necessário é de R$ 4.040.469,96.
Este investimento, conforme a empresa B&B engenharia deve ser feito até 2016. Em médio prazo (até 2027), a previsão de investimento também em abastecimento é de R$ 4.551.936,74 . Neste segundo momento, será dobrada de novo a capacidade de distribuição de água. A previsão de investimento de2027 a 2041, para manter regular a distribuição de água em Caraúbas é de R$ 5.667.793,65. O valor total previsto é de R$ 14.260.200,35.
Para o saneamento básico, não existe previsão de investimento em curto prazo, ou seja, até 2016. O valor total de investimento necessário para saneamento básico da cidade de Caraúbas é de R$ 31.957.629,82. Neste caso, os especialistas prevêem até 2041, mas isto não significa dizer que a administração de Ademar Ferreira não vá atrás dos recursos logo agora. A meta do governo é estruturar a cidade a partir de um planejamento lógico, com base em dados reais da estrutura do município.
Neste período, os engenheiros apresentaram a equipe de governo de Ademar Ferreira, a necessidade investimento de pelo menos outro R$ 3.674.500,00. Ao final de todos os investimentos em abastecimento e saneamento básico, a equipe de engenheiros calcula em R$ 49.892.330,16. Mas não se trata de recursos da arrecadação própria. São do Tesouro Estadual, através da CAERN que pagou o estudo, e do Ministério das Cidades do Governo Federal.
ACPMC
Gidel de Morais



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