Os ossos choram com pena da carne que apodreceu


Certo dia visitado
As covas do cemitério
Rezei do terço um mistério
De cova em cova passando
Vi uma mulher rezando
No tumulo de um filho seu
Depois chorando escreveu
Numa tabuinha pequena
Os ossos choram com pena
Da carne que apodreceu

Em cada cova se via
Tocos de velas queimando
Familiares rezando
Dezenas de Ave Maria
Quando rezava pedia
Bom lugar pra quem morreu
No tumulo negro escreveu
Com giz em letra pequena
Os ossos choram com pena
Da carne que apodreceu
Poeta João do Posto

0 Comentários

Postagem Anterior Próxima Postagem