Relatora garante que nova lei não irá punir pais que dão palmada


A deputada Teresa Surita (PMDB-RR), relatora do projeto de lei que proíbe castigos físicos em crianças e adolescentes, apelidada de "Lei da Palmada", disse que ficou "impressionada em ver como a falta de conhecimento distorce" a real proposta do texto, aprovado na Câmara na quarta-feira. Surita esclarece que a finalidade da lei não é interferir na educação dada aos filhos, mas focar na prevenção através de campanhas educativas, propondo uma mudança cultural.

"Eu me assusto com a reação da sociedade em fazer um julgamento de que o Estado vai interferir na família. Não é isso. A lei não vai punir quem dá palmada. Como você vai fazer para acompanhar isso? Não teria aplicabilidade", declarou em entrevista ao portal Terra Magazine.  

"O grande problema é desconstruir a ideia de que qualquer um que dê uma palmada vai para o serviço psiquiátrico, está cometendo um crime. Não é esse o objetivo. Mas mostrar que a violência começa com a palmada", acrescentou.  

A polêmica foi criada a partir do trecho que define "castigo físico" como "ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso de força física que resulte em sofrimento ou lesão".  

Redação do Pop

0 Comentários

Postagem Anterior Próxima Postagem