Minha casa de taipa no sertão
Situada na beira do caminho
Resta o copo que pai tomava vinho
Pra almoçar sexta-feira da paixão
A panela tingida de carvão
Que mamãe cozinhava o feijão nela
A cangalha os cambitos uma sela
Um machado uma foice e uma enxada
Uma casa de taipa abandonada
Guarda os restos de alguém que morou
nela
Visitando o lugar que fui criado
Fui ate a casinha que morei
Muitas coisas antigas encontrei
Objetos que marcam meu passado
No alpendre os estribos de uma sela
Eu chorei debruçado na janela
Uma casa de taipa abandonada
Guarda os restos de alguém que morou
nela
Poeta João do Posto
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