Madrasta foi xingada e escorraçada de velório a garrafadas

O enterro de Joanna Cardoso Marcenal Marins, 5 anos, foi marcado pela revolta com a presença da madrasta da menina, Vanessa Marins. Ela foi escorraçada do cemitério Jardim Mesquita, na Baixada, onde 300 pessoas acompanham o velório na tarde de ontem. Joanna estava com o pai e a madrasta quando foi internada dia 19, com convulsões, hematomas e queimaduras. Ela morreu após 26 dias internada e a polícia investiga maus-tratos.

A família da menina acusa o técnico judiciário André Rodrigues Marins, pai da criança e responsável por sua guarda desde 26 de maio, de maltratá-la. Vanessa foi expulsa aos gritos de “assassina”, “safada” e “vagabunda” e ainda foi acertada por garrafas d’água. Ela saiu do local chorando em um carro onde havia um homem não identificado. André nem apareceu no cemitério.
‘ELE É UM MONSTRO’
“Ela nunca gostou da Joanna. Brigava com o André por causa da menina. Esse homem não derramou uma lágrima quando soube da morte da filha, é um monstro”, disse Merilane Nunes, prima da mãe de Joanna, Cristiane Ferraz. A mãe da menina estava desolada e não parava de chorar. Ela ficou o tempo todo abraçada ao marido, Ricardo Ferraz(foto), com quem tem dois filhos. “Ricardo e Joanna se adoravam. Ela o chamava de papaizinho do coração”, lembra Merilane. Joanna foi enterrada com uma fantasia de Branca de Neve, a sua favorita. Parentes e amigos da família estavam vestidos com camiseta com a foto da pequena e frase ‘Te amamos’.
“Ela estava linda, bem vestida, com brinquinhos de ouro, quando foi morar com o pai e voltou um cadáver”, disse, aos prantos, Luciene Marcenal, tia da menina. “Ele é um safado, acabou com uma família, não pode ficar impune”, sentenciou ela, pouco antes de Vanessa Marins, madrasta da menina, tentar entrar no cemitério.
Falso médico ainda está foragido
Cristiane Ferraz entregou a filha Joanna ao pai da criança, André Rodrigues Marins, dia 26 de maio, após sentença da 5ª Vara de Família de Nova Iguaçu. Dia 19, Joanna foi levada ao Hospital Rio Mar, na Barra, com uma crise convulsiva. Lá, foi atendida e liberada pela médica Sarita Fernandes Pereira. No dia seguinte, voltou lá e foi medicada por Alex Sandro da Cunha Silva, estudante de Medicina que se passava por médico. Ele a liberou desacordada. Sarita foi presa e Alex está foragido.
Por:Daniel Filho de Jesus

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